quinta-feira, 22 de julho de 2010


Deixe que o silêncio discorra por nós
e ache as respostas.
Que nos beije o peito,
que nos coce as costas
e nos dê o direito de calar
o tempo.
Deixe que ele cubra o momento
e se distenda leve
como um lençol de renda;
que seja arguto o bastante
para impedir o instante de ser breve,
Deixe que o silêncio nos proteja.
Pra que ninguém escute,
nada se revele
e possamos trocar as nossas peles
sem que a censura veja.
Teu beijo é tanto
é tamanho
que nele me dispo,
me banho,
me adoço.
Deixo no pescoço
uma gota ativa
pra te manter molhada
enquanto posso.

domingo, 18 de julho de 2010

"afinal toda palavra é, aqui, um pequeno gesto de amor."

euteamo.


mãos nas mãos. carinho. pensando igual, até quando não tá do lado. cumplicidade. mesmas idéias e objetivos. afinidade. um só, quatro paredes. química. vontade de ficar junto. reciprocidade. segredos, entendimentos, sorrisos, abraços, beijos. amor.

coisas do meu coração


"tinha suspirado. tinha beijado o papel devotamente. era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas. como um corpo ressequido que se estira num banho tépido. sentia um acréscimo de estima por si mesma. parecia-lhe que entrava, enfim, uma existência superiormente interessante. onde cada hora tinha o seu encanto diferente. cada passo conduzia a um êxtase. e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."
" o que quero dizer é que não houve mesmo nada especialmente prévio. nenhum aviso, nenhuma suspeita. "aconteceu sem um sino pra tocar..."

Infinita. igual minha vontade do beijo.

gostava de coisas, pessoas e situações que não limitavam.
achava bonito barco na correnteza aviãozinho de papel bolha de sabão.
ficava curiosa com a liberdade. e, completamente apaixonada com o verde de mãos dadas com o azul: a esperança, abraçando o infinito.