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domingo, 4 de julho de 2010


"Então me vens e me chegas e me invades e me tomas
e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com
teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar
novas histórias e outra vez me completo assim, sem
urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas,
e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim..

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde. Te amo diretamente sem problemas nem orgulho; Assim te amo porque não sei amar de outra maneira, Senão assim, deste modo, em que não sou nem és. Tão perto que tua mão sobre meu peito é minha, Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.